segunda-feira, 7 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

"Leve, Leve!"

Meus queridos...é uma responsabilidade enorme escrever num blogue...responsabilidade ainda maior por ser com a minha irmã e com a minha grande amiga Maria...(estou até a sentir-me envergonhada!)

Antes de mais queria pedir desculpa pela demora, mas como muitos de vocês sabem, só agora é que regressei à "civilização"! Depois de dois meses em São Tomé pegar num computador e escrever um texto ao nível dos que já li das minhas princesas é demais! Ainda tou muito no espírito Leve, Leve que tanto caracteriza o povo são tomense...tudo com muita calma!

Fica feita a promessa de melhoras graduais e de histórias de uma experiência única em São Tomé!

Beijinhos e até já,

Paulinha

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

S.O.M.I.



S.O.M.I - Sternal Occipital Mandibular Immobilizer

O MEU PRADA tão lindinho e tão meu amiguinho!

O circo desceu à cidade

Foi ali mais ou menos pela altura em que eu entrei no edifício de consultas do Egas Moniz.


Eram dez da manhã e a atracção era eu!!!


A minha Mãe diz que não repara, mas eu reparo e bem! As pessoas olham, abrem alas e voltam a olhar, com um bocadinho menos de delicadeza comentam a meia voz (muito discretamente) o meu PRADA. Aposto que o cobiçam. Depois habituam-se, tal como eu, aos ferros e aos parafusos, à menina com cara de menina que tem um artefacto estranho vestido.


Eis que entram mais pessoas e processo repete-se. Uns mais espantados, outros com um olhar de pena que dá dó, outros esboçam um sorriso de cumplicidade numa partilha de dores, há quem se atreva a virar a cara pelo incómodo visual...


Senhoras e Senhores: eu não mordo, não dou a patinha, não sou atracção turística e muito menos sou atracção circense.


Posso ser tipo animal de estimação que é passeado ao fim da tarde a grande custo, nessas alturas sou a Biscoita.


Nas outras vou oscilando entre a Maria, a Maricotas, a Lights, a Mariazinha, a Micas, a Princesa, a Robot. É quase uma personalidade esquizofrenica ao mais alto nível, uma mistura de energias que me dá para fazer rábulas com a minha própria (des)graça em alturas de maior aperto.


Quando dei por mim naquela sala de espera, sufocada pelo vírus da gripe A, envolvida no silêncio sussurrado das angústias alheias, com um sono de morte e a morrer de tédio percebi que não posso passar o próximo ano da minha vida a recorrer aos médicos sem levar um bloco e uma canetinha.


É assim um cornetinho de morango pela manhã, as pérolas que se ouvem, as obras de arte que se vêm, as palhaçadas a que se assiste é digno de circo. Se o palhaço principal for eu então, meus amigos, é dia de Circo porque a MARYCOP saiu à rua!


O engraçado é que este circo vai durar um ano. E vocês são os principais espectadores!

BEM-VINDOS!

Beijinhos,

MARYCOP

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Homens, para que vos quero?

Quero um homem para me passear nas voltas ao quarteirão e me dar o braço orgulhosamente porque passeia a maior brasa inválida de que há memória.


Inscrições AQUI.
Não percas a tua chance de ter uma garina ao teu lado que veste PRADA.
Envia o teu CV e uma carta de incentivo, anexa fotografia de cara e corpo a cores e actual.
Nota: abaixo de árvore de Natal não merece a pena.

Até amanhã minha gente,
depois de uma visita ao médico prometo história com piadinha.

MARYCOP ao seu dispor!

Homens, para que vos quero?

Homem, para que te quero?

1. Para ires àquela loja tão gira que não sei bem onde fica e dar com o caminho à primeira.

2. Para me deixares à porta e ires estacionar o carro bem longe.

3. Para vires ter comigo e dizeres “sim, é giro, óptima escolha!”

4. [Para pagar?!...]

5. Para ires buscar o carro que está estacionado bem longe e para pegares naquela mesa e respectivos bancos de cozinha tão pesados, mas tão giros!

6. Para rebateres os bancos do carro e conseguires meter tudo lá dentro com muita facilidade sem eu ter de ficar toda despenteada e esbaforida!

7. Para voltares para Belém pelo caminho mais rápido e sem trânsito, já que eu nem sei bem onde estou e o mais provável seria ter dado uma volta absolutamente desprovida de sentido, qual ir de um olho ao outro por trás da cabeça.

8. Para estacionares à porta do T2+1 mais mimado do mundo-e-arredores e tirares a mesa e respectivos bancos do carro que são tão giros, mas tão pesados.

9. Para os carregares para o 2.º andar sem eu ter de ficar – outra vez – toda despenteada e esbaforida.

10. Para montares o que houver para montar com a “chave inglesa”/ “buchas” (o que é isto?!).

11. Para olhares p’ra mim a dizer “acho que não ficam aqui lá muito bem? O branco da mesa é lacado-brilhante e os móveis da cozinha são brancos-lacados-foscos!...” e responderes “claro! Tens toda a razão!...é melhor ir trocar!”.

12. Para voltares a meter tudo nas caixas – tarefa impossível, porque como toda a gente sabe estas coisas são embaladas de maneira a nunca mais caberem quando arrumadas por comuns mortais – sem dizeres (muitos) palavrões.

13. Para pegares nas caixas e desceres os dois andares que separam o T2+1 mais mimado do mundo-e-arredores da rua que o alberga, sem cair e sem eu ter de ficar – mais uma vez – toda despenteada e esbaforida.

14. Para voltares a rebater os bancos do carro e meteres as caixas lá dentro, sempre com um sorriso no rosto do tipo “ai que dia fantástico que eu estou a ter”.

15. Para voltares, sem te enganares no caminho, à loja tão gira onde comprei a mesa e os bancos tão giros, mas que, como são brancos-lacados-brilhantes, não ficam NADA bem na cozinha que tem os móveis brancos-lacados-foscos, loja essa que eu nunca soube nem nunca saberei bem onde fica…

16. Para tirares as coisas do carro, entrares comigo na loja e dares-me “aquele apoio” que se dá a quem não tem razão nenhuma, quando a senhora da loja começar a refilar porque não se fazem trocas em época de saldos.

17. Para, depois de uma longa batalha com a senhora da loja referida em 16., me acompanhares no processo de selecção dos 120934875 items para troca (porque, claro!, não devolvem o dinheiro) da mesa e dos bancos brancos-lacados-brilhantes, durante cerca de 1h45min.

18. Para dizeres, 1h42min depois de termos entrado, “não tem mal teres arriscado comprar numa loja onde não podias reaver o dinheiro, e que só tem coisas pavorosas para troca! E não tem mal nenhum saíres daqui com 120934875 utensílios de cozinha e de wc, jarras, copos, etc.”.

19. Para ires buscar o carro, que estava estacionado tão longe, pegar nos 120934875 artigos trocados, metê-los no carro, desta vez sem ser preciso rebateres os bancos, voltarmos ao T2+1 mais mimado do mundo-e-arredores, ajudares-me a arrumar tudo e…

20. Para acabarmos o dia a comer um pastel de nata com açúcar e canela nos Pastéis de Belém!

Não é só para isto, mas é também para isto que queremos os Homens! Na sua ausência, agradeço à minha amiga Filipa, que me ajudou do ponto 8 ao 11 com muita boa disposição, e agradeço aos meus bracinhos que, apesar de doridos no dia seguinte, responderam positivamente a todas as solicitações!

Bj

História do Amorreee

É uma história como muitas outras, daquelas do "Era uma vez...".

A Senhora Proprietária conhece o Senhor Banco, vivem momentos escaldantes, trocam e-mails, de vez enquando ligam e até combinam um encontro ou outro!
Ele faz-se de difícil, jura-lhe que é o melhor do “mercado” e ela, sobre os despojos de guerra, rendida a uma promessa de vida, ergue a bandeira branca e diz-lhe “SIM”!
Os primeiros tempos são de euforia! Uma vida a dois! As regras do jogo estão lançadas!
Pela Senhora Proprietária é aprovado o SIM incondicional: na fortuna e na falência, pagará sempre com o seu amor, nunca descuidando os seus deveres conjugais, entregando-lhe todo o seu dote, para nunca mais o ver.
Pelo Senhor Banco são mantidas promessas de fidelidade apenas e só enquanto a Senhora Proprietária cumprir com as suas obrigações e, claro está, sem prejuízo da possibilidade de abandono sempre que “as condições de mercado assim o justifiquem”, casos em que a Senhora Proprietária ficará desprovida de todo o seu património e auto-estima.
Ficou tudo por escrito no dia 28 de Julho de 2009, pelas 12h45, com 2h45 de atraso…reza a tradição que as noivas se fazem esperar, mas nesta linda história foi a Senhora Padre! Era uma senhora elegante, trinta e poucos, com ar de quem já assistiu a muitos casamentos mal sucedidos. Com compaixão, ainda lançou para a Senhora Proprietária um último olhar de “tem a certeza que é isto que quer para a sua vida?” e releu as condições estabelecidas. Não houve hesitação! Como um mosquito contra um vidro em plena auto-estrada, assinaram-se os papéis!
Foi uma cerimónia bonita, há que dizê-lo: do lado da Senhora Proprietária, para além da própria, estavam ainda o Senhor e a Senhora Fiadores, a Senhora Angariadora I e o Senhor Personal Finance; do lado do Senhor Banco, para além do próprio, o Senhor Do Balcão, o Senhor Ex-Proprietário (que os tinha apresentado), a Senhora Angariadora II e o Senhor Advogado das Senhoras Angariadoras I e II.
A presidir a cerimónia, a Senhora Padre, assistida pelo Senhor Acólito (novato que aprendia ainda os trâmites da profissão, mas já conseguia fazer de forma convincente o olhar de “tem a certeza que é isto que quer para a sua vida?”).
Ao fundo da capela, estava a Senhora Hipoteca, de presença justificável, mas não justificada, mulher com ar vivido e experiente, que mata com um só golpe. A troca de olhares entre o Senhor Banco e a Senhora Hipoteca não foi indiferente à Senhora Proprietária, mas o amor é e sempre será cego…
A Senhora Proprietária não demorou a sentir que a vida a dois era afinal a três. Não era, nem nunca fora, o grande amor do Senhor Banco, no seu coração a Senhora Hipoteca tinha afinal o lugar cativo, para todas as épocas, em todas as jornadas.
A Senhora Proprietária, que no fundo sempre soube de tal triângulo amoroso, decide ignorá-lo, e num acto de cobardia heróica, alimenta essa relação com dedicação e estoicismo!
Entretanto nasceu o Spread, o filho mais velho e desejado, muito alto para a idade!, um jovem promissor, sempre em ascensão! E a Euribor, - um imprevisto -, que, coitada!, anda sem rumo pelos caminhos da vida, aos altos e baixos, de 3 em 3 meses muda de escola, mas nunca prometeu grandes resultados!
No início, o Senhor Banco, qual adolescente hormonalmente apaixonado, mimou até mais não a Senhora Proprietária: ofereceu-lhe uma caderneta de cheques, um cartão de plástico semi-transparente com letras verdes (a sua cor preferida), muitas pastas de papel e literatura interessante, digna de um Nobel! Aos seus olhos, a Senhora Proprietária era a pessoa mais importante da sua vida!
Mas rapidamente deu a cara…depois de se fazer pagar – porque afinal, é o melhor que a Senhora Proprietária conseguiu arranjar! - , há 2 meses que já só vai a casa para dar o ar da sua graça, sob a forma de pequenas intervenções pontuais e espontâneas.
Chega a casa para jantar, senta-se à mesa e grita: “Então? Já são horas!”.
Todos comem: o Senhor Banco, o Spread, a Euribor, a TANB (a cadela adoptada)...e até a Senhora Hipoteca que, desconfia, subsiste à custa de uma vida paralela mantida com o Senhor Banco!
Até à data, a Senhora Proprietária mantém-se fiel e cumpridora das suas obrigações, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza!
E o Amor resiste, de tempos imemoriais, de paredes em pedra, inabaladas pelos sismos da História!


Bj