quarta-feira, 21 de outubro de 2009

e no silêncio da chuva, na calma do Canto del Loco... há umas lágrimas que se soltam e um nó que se desfaz aos poucos.

Galliano
Colecção Outono/Inverno 2009

Habemus Galliano

Senhoras e Senhores, Meninos e Meninas:

HABEMUS GALLIANO

É com o maior das alegrias que comunico que temos Galliano. Hoje, aquando da consulta o Dr. Gonçalo disse-me:

-"Excluímos assim a hipótese da operação e estamos no bom caminho."

Eu sei que ainda não estou boa, que continuo no convento mais um mês, que daqui até Abril são seis meses... mas eu estou a ficar boa e isso é a minha bandeira nestes dias.

Finalmente o medo que me consumia o peito, me espartilhava a esperança foi-se, eu sabia, hoje de manhã quando acordei sabia, bem cá dentro, que as coisas estavam melhores. Senti dentro de mim o que senti no dia do acidente: não é desta que me arrumam, e não foi.

E sabem o que é o melhor de tudo? É sentir que a montanha que estou a escalar só me serve para aprender a ser uma pessoa mais calma, mais ponderada e mais agradecida por cada momento em família, por cada abraço amigo, por cada beijo sentido. A dádiva da vida é tão preciosa que não se escreve nem se descreve... procuro e não encontro as verdadeiras palavras que possam descrever a minha alegria.

Tinha à minha frente o responsável que tomou as decisões que me mantiveram longe do bloco, bem longe das agulhas, dos enxertos, dos parafusos internos, tinha comigo a minha Guerreira Mãe que me manteve de cabeça e espírito erguido, arranjando sempre as palavras certas nos momentos certos, e tinha a pessoa que chorou por todos e que ainda assim arregaçou as mangas e me mimou o mais que pode: a minha sempre amiga Inês e também minha enfermeira preferida.
Ríamos todos de alegria e mais do que alegria ríamos de gratidão. Os quatro. Ali.


Foi uma vitória colectiva, só possível com a ajuda de todos, só vencida com as armas que se foram erguendo dia-a-dia, sei que sozinha não tinha conseguido. E agora só me ocorre que ainda ontem estávamos a rezar por um milagre.
Obrigada uma vez mais a todos. E todas as vezes que eu agradecer vão ser poucas, e cada vez que eu me emocionar com as palavras de apoio nunca vai ser demais. Juntos somos mais e melhores, eu acredito que juntos somos mais e melhores!

Já tomei um valente banho, lavei o cabelo bafiento e esfreguei o sarro que tinha... ainda não estou cheirosinha, nem limpinha, mas estou quase! E o quase de hoje é bem mais do que o de ontem.

Sinto-me capaz de domar a vida com um simples dedo.

Beijinhos e Abracinhos,
Mary Drácula

terça-feira, 20 de outubro de 2009

depois das fraldas, das algálias, dos catéteres, das cadeiras de rodas e afins...

bora todos fazer figas para ver se o Prada vai à vida dele amanhã e eu estreio o meu modelito Galliano, bora?

vá lá! junta-te a esta causa e ajuda-me nas figas!

domingo, 18 de outubro de 2009

há em mim um medo que cresce de dia para dia, um medo que veio pé ante pé, chegou, instalou-se, veio para ficar mas não avisou.
houve tantas coisas na minha vida que cresceram de dia para ida, que chegaram pé ante pé, que se instalaram e não avisaram. eu diria que houve demasiadas coisas assim.

72 horas para regressar ao Egas, voltar a passar o portão do hospital, olhar de soslaio os doentes da ala contagiosa - gostava de falar com um deles, dar-lhes um abraço forte (se eu pudesse dar abraços...), sair do carro a medo, entrar naquele átrio novo onde faz a corrente de ar da vida, dar entrada, atravessar os corredores que ainda não decidiram se nos vão contagiar com Gripe A ou se nos vão deixar sair ilesos, procurar uma cadeira, constatar que não há cadeira mas que logo se levantam uma serie de pessoas para me ceder o lugar, sentar-me, constatar que ainda falta imenso tempo.

o medo que vai tomar conta de mim. passaram quase três meses, há quase três meses este dia era lá muito longe, ele está a chegar e eu tenho medo. de tantas coisas e de nada. tenho medo que as expectativas saiam defraudadas, tenho medo de não estar boa, tenho medo de ter que ser operada... porra tenho medo.

dei-me demasiado tarde conta de que tenho medo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

de repente faltam 10 dias para voltar a ir ao médico... às vezes é bom fazer contas!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quem tem medo compra um cão...



Tenho medo da trovoada, não gosto de tar sozinha em casa quando fica de noite, não gosto de não ter companhia para passear, não gosto de chegar a casa e ficar a vaguear e a falar sozinha...enfim...eu também tenho medo, e eu quero um cão!


Beijinhos,

Paulinha


P.S - Entre muitas e muitas outras razões eu sempre quis um cão, mas como esta é a maior batalha filhos vs pais que alguma vez existiu, vou continuar a esperar pelo momento em que vou ter a minha casinha e a primeira coisa que lá vai entrar não vai ser uma mobilia, mas sim o MEU Grandanois!