sábado, 24 de julho de 2010

sabes que não há volta a dar quando chegas à cama e dói. nem que seja só um bocadinho.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

ITENS VARIADOS - DECISÕES VÁRIAS

Arrumar itens também é arrumar ideias, pensamentos e tomar decisões.
O meu projecto on going é, como o da maioria das mulheres, arrumar roupa, sapatos, lenços, cintos, lingerie e acessórios de maneira a ter uma boa visibilidade do que tenho para vestir.

Hoje foi o dia.
Saca tudo para fora, faz uma feira no quarto, dança ao ritmo do iPod e descobre coisas perdidas nos mistérios do armário.

Talvez a ideia não tivesse sido das melhores dos últimos tempos, ao fim de uma hora estava a rogar-me pragas.

Descobri que entre Salamanca e um ano de roupa adaptada às necessidades o meu armário está repleto de coisas que não saíram à rua mais que duas vezes, se tanto. Parece-me quase pecado.

A minha Mãe vai dar pulinhos de alegria quando chegar a casa e descobrir que eu arrumei tudinho por cores, feitios e tamanhos.

Como todas as ideias têm o seu q. de benefícios, eu descobri uma serie de toilletes novas e possíveis para esta fase de peixe balão. É bom, sobretudo é muito bom. Também descobri que possuo uma grande parte de roupa de desporto!? Mais roupa de desporto do que roupa de campos de férias... ups! Quer isto dizer que desde que ando no Nuno a minha roupa alterou-se drasticamente. Quem por engano abrir o meu armário deverá achar que eu sou uma freak do desporto.

Claramente esse não é um ponto a meu favor. Eu até gosto de desporto, e muito. Mas de freak não tenho nada, desporto q.b..

Voltando às descobertas e às arrumações, tudo isto serve para tomar decisões e arrumar pensamentos.

Vou andar para o paredão e reflectir no que pensei enquanto arrumava a bagunça da minha roupa e tomar decisões.

Amanhã é Sábado, dia de Tertúlia e eu quero ter brindes a fazer às minhas novas decisões.

NUNCA MAIS DIGO QUE NÃO TENHO NADA PARA VESTIR

quinta-feira, 22 de julho de 2010

4 caixas - uma adolescência

abri as caixinhas de recordações dos 12 aos 18 anos.

sim, eu abri as caixinhas de recordações depois de tantas vezes ter pensado que por lá deviam habitar os mais religiosos tesouros de amor.

encontrei de tudo. postais. bilhetes de cinema. carteiras. agendas. bilhetinhos de amor. cartas de amor. cartas de desespero e desilusão amorosa. canetas. fitas. fotografias. t-shirts. diários a quatro mãos. desenhos. bilhetes de comboio. bilhetes de metro. bilhetes de autocarro. cartões da escola. diplomas. dados. um pensador. declarações de amor. cartas de amigo secreto. presentes de amigo secreto. óculos de sol. revistas. artigos, crónicas. aparelho de contenção (!). autocolantes. serigrafias. bolsinhas. conchas com promessas de amor eternas. nomes. moradas. telefones. caras. amizades. irmãos. companheiros. calendários. porta-chaves. máquina de calcular. canetas. isqueiros. corações em plásticos dos maços de cigarros. libras. dólares. escudos. etiquetas. fitas. albuns.

erros. aprendizagens. episódios. "k", "x" e "w" em vez de "q", "ch" e "l". sonhos. ânsias. pensamentos. declarações. obsessões. vida.

sobretudo encontrei vida.
a maria está do outro lado do mundo e ela ia rir-se tanto com tudo o que eu descobri! e a tancy está de viagem. porra! queria partilhar com elas estas memórias todas.

houve tanta gente a ficar pelo caminho, e há tanta gente que ainda anda por cá hoje! crescemos tanto. já não temos ar de hormonas, o acne sarou, os corpos desajeitados são hoje corpos adultos. uns casaram, tiveram filhos. há licenciados, mestrados, solteiros, altos, baixos, magros, ganzados, cocaínados, noivos, felizes, infelizes, lutadores, desistentes.

daqui a 10 anos voltarei a reler tudo isto e a voltar a sentir que tanta coisa deixa de fazer sentido. o amor dos 13 anos reencontra-se num café de acaso. a amiga dos campos é mãe. o monitor é director técnico. a pita é a pita. a tancinha é a tancinha. o teatro retoma-se. o irmão foi e voltou. a irmã já não dança. a ginástica ficou para sempre lá atrás. o menino do hóquei é pai. a luisinha vai ser mãe. as martas seguiram os caminhos diferentes. o manel está em cabo verde. a mary brilha lá no alto. o gordo é o gordo de outra. eu parti o pescoço.

o melhor de escrever sempre tudo é um dia mais tarde catalogar tudo e sentir-me feliz por tudo o que já vivi.
E que tal uma aguinha das pedras numa esplanada à beira-mar, um geladão no santini, um pezinho de saldos?

Obrigadinha meu xuxu gostoso! Passar a tarde consigo é sempre TOP TOP TOP.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

eu já percebi que andei a brincar com o fogo, e que o fogo me queimou.
também sei que não estava à espera de uma queimadura tão repentina nem tão grave.
mas agora dá para me devolverem o sono, dá?

mas porque raio é que eu voltei a ter estas insónias em forma de... pior que tudo é que parece que... não me deixa em paz. deito-me a ver televisão e BAM, ali está o barulhinho irritante, venho para o quarto e BAM, outra vez um barulhinho irritante, adormeço e BAM, estou rodeada de barulhinhos irritantes.

se eu pudesse não associar o barulhinho irritante era fixe. assim via televisão mas o barulhinho irritante não era irritante ao ponto de irritar e de me tirar o sono. era só um barulhinho irritante.

"custa virar a página?"
"não é a página que custa virar, é ler o livro todo até ao fim"

quero sair deste capítulo já, virar a página não custa, é verdade. eu disse que não ia custar. (odeio admitir estas coisas... ainda bem que o T., o V., o N., e as babes não passam por aqui tantas vezes quanto isso)

pronto. depois de descarregar posso pedir ao Sindicato dos Sonhos um sonho sem barulhinhos irritantes e pessoinhas que a - do - ram esses barulhinhos e pedir, já agora, que ele venha depressinha?

obrigadinha!

ONE DAY WILL BE TOGETHER

Desde há muitos anos que os meus meses de Julho são repletos de pó, barulho e actividades.

Comecei muito miúda, a medo, e desde o primeiro dia soube que os meus Verões nunca mais iam ser os mesmos. Os campos de férias ajudaram-me a ser o que sou hoje, a partilhar e a dar sem esperar receber nada em troca.

Os dias eram sempre diferentes, com sabores variados e com emoções vividas ao máximo. Cresci. Os amigos cresceram. Um Verão menos um, no seguinte menos dois e assim foi até ninguém mais ter vida para passar o mês de Julho entre mosquitos, melgas, lanternas e músicas de amor.

Tornei-me monitora. Desafiei-me a mim diariamente. Acreditei que fazia o meu máximo todos os dias e que isso me chegava para chegar ao fim do dia feliz.

Um dia passei a coordenadora. Foi difícil. Tive medo, os cargos de chefia são minuciosos, complicados do ponto de vista humano, de bom senso e sobretudo de paciência. A expectativa do perfeito nunca é alcançada e é uma luta perceber que os erros existem e existirão sempre.

É Julho. Estou em Lisboa. Não sei se algum dia vou voltar a sentir a adrenalina dos campos, se vou ter jantares temáticos, noites de terror, reuniões de equipa, dias de aventura, noites mal dormidas. Não sei. Porque eu já não sei programar o ano vindouro.

Apetece-me vestir uma t-shirt e abraçar uma equipa, trabalhar arduamente para vencer todos os jogos. Não posso.

Não sei o que se faz em Julho quando não se trabalha. Fisioterapia, ginásio e praia?! E quando a praia não está boa? As amigas estão a trabalhar... a restante malta está nos Algarves e eu sinto-me sozinha.

Pela primeira vez não estou nos campos de férias e não sei o que fazer.
dói-me casa musculo dos meus braços e costas... mas eu hei-de conseguir fazer series de 10 naquela máquina!