Não sei há quanto um abraço me aconchegava desta maneira. É aquele abraço forte que acaba com as defesas que constróis com o passar do tempo.
Passei o último ano a construir um castelo à minha volta, uma rede de muralhas altas e robustas, uma cerca aos outros e à ajuda da mão que se estendeu tantas vezes e que eu recusei pegar. Ou que eu não vi. Já não sei se não a peguei se simplesmente não a vi... há quanto tempo andava eu com a neblina nos olhos?
Abri-te uma portinhola dessas muralhas e com o tempo apercebi-me que não te podia cobrar essa porta, tu não a pediste e eu não te perguntei se a querias aberta. Não nos culpo por nada, não me atrevo a culpar-nos pelo o que sentimos. Não me atrevo a olhar-te com olhos de julgamento, e se por um instante o fiz - perdoa-me com a simplicidade do abraço que me fez ver de novo.
Outro abraço,
por nós.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
17.52
Não é uma questão de já ter passado o pior, é o vazio que fica.
Não é uma questão de poder andar sozinha na rua, é a ansiedade do perigo.
Não é uma questão de estar grata, é não saber o que fazer com essa gratidão.
Não é uma questão de saber a imensidão de sorte que tive, é a resposta às perguntas que não se fazem.
Não é uma questão de perda, é não saber o que se faz com o que se ganha.
Não é uma questão de poder dormir aninhada, é não conseguir dormir.
Não é uma questão de olhar o mar e senti-lo, é ter medo que ele me leve.
Não é uma questão de não saber que Ele está aqui, é não saber ir ao Seu encontro.
Não é uma questão de falha, é uma questão de luta.
Minuto a minuto, sem que a respiração falte.
Não é uma questão de poder andar sozinha na rua, é a ansiedade do perigo.
Não é uma questão de estar grata, é não saber o que fazer com essa gratidão.
Não é uma questão de saber a imensidão de sorte que tive, é a resposta às perguntas que não se fazem.
Não é uma questão de perda, é não saber o que se faz com o que se ganha.
Não é uma questão de poder dormir aninhada, é não conseguir dormir.
Não é uma questão de olhar o mar e senti-lo, é ter medo que ele me leve.
Não é uma questão de não saber que Ele está aqui, é não saber ir ao Seu encontro.
Não é uma questão de falha, é uma questão de luta.
Minuto a minuto, sem que a respiração falte.
sábado, 27 de agosto de 2011
Faz hoje dois anos que dei 10 passos pela primeira vez na rua. Nos meus pés calçava as minhas sabrinas azuis, na minha cabeça tinha os sonhos todos do mundo.
Hoje acordei e levantei-me sozinha, arranjei-me sozinha, dei mais que 10 passos na rua e sem ajuda dos dois lados.
O que é que falta?
Recuperar os sonhos que tinha naquele fim de tarde. Sentir, outra vez, que todos os sonhos do mundo são meus.
Hoje acordei e levantei-me sozinha, arranjei-me sozinha, dei mais que 10 passos na rua e sem ajuda dos dois lados.
O que é que falta?
Recuperar os sonhos que tinha naquele fim de tarde. Sentir, outra vez, que todos os sonhos do mundo são meus.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
"Há qualquer coisa em mim que me faz crer acreditar"
Se calhar nada disto faz mais sentido. É um blog, um simples blog. E também ele não viu nem estendeu a mão. Não quero mais. É isto: não quero mais sentir o que sinto. Stop. Rebenta a bolha.
Stop. Rebenta a olha. Para sempre.
Por favor.
Stop. Rebenta a olha. Para sempre.
Por favor.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Eu não sou normal
- Ai, que calor! Se pudesse ia para a minha piscina.
- É fácil, liga ao teu motorista e pede para te vir buscar, depois vais para a piscina!
- Eu não tenho piscina.
- Tu não tens piscina?! As pessoas normais têm piscina! Eu cá tenho duas, uma interna e outra externa.
Sim, isto que acabam de ler não é anedota e passou-se entre dois miúdos de 11 anos.
Oh como eu gosto de trabalhar com crianças! São a melhor coisa do mundo... ou talvez sejam só a melhor forma de prever a sociedade do mundo.
- É fácil, liga ao teu motorista e pede para te vir buscar, depois vais para a piscina!
- Eu não tenho piscina.
- Tu não tens piscina?! As pessoas normais têm piscina! Eu cá tenho duas, uma interna e outra externa.
Sim, isto que acabam de ler não é anedota e passou-se entre dois miúdos de 11 anos.
Oh como eu gosto de trabalhar com crianças! São a melhor coisa do mundo... ou talvez sejam só a melhor forma de prever a sociedade do mundo.
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