É mais ou menos isto:
ando cansada
a cabeça anda cheia
ando sem vontade para grande coisa
a Primavera chegou e com ela os espirros e as comichões
eu voltei a receber um selo e ainda nem passei o testemunho do primeiro
e eu prometo que volto aqui em breve para actualizações variadas e passagens de testemunho.
É só porque, às vezes, alguém deita abaixo este meu canto e dói. Dói e eu não escondo. E isso deixou-me assim, forinha por uns tempos.
terça-feira, 5 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Portugal - Uruguay
Cómo te echo Bombón.
Aunque no sepas lo que te quiero y como nuestra amistad se queda intocable con lo pasar de los años, quiero que sepas que cuando hablamos, !el día se queda mejor!
Te echo, echo nosostras por las calles de una Salamanca que no volverá más a ser nuestra, echo nosotras en el coche a camino de Lisboa, echo nosostras tomando copas de vino hablando del futuro, echo nosotras en las clases de comunicación institucional, echo nosotras tomando sol en la plaza, echo nosotras en la chupi, echo nosotras indo de pinchos, echo nosotras de cañas al final de la tarde, echo nosotras mal diciendo la vida, echo nosotras...
Desde acá: bombón una vez en la vida, bombón hasta la muerte.
Cómo te echo Bombón.
Aunque no sepas lo que te quiero y como nuestra amistad se queda intocable con lo pasar de los años, quiero que sepas que cuando hablamos, !el día se queda mejor!
Te echo, echo nosostras por las calles de una Salamanca que no volverá más a ser nuestra, echo nosotras en el coche a camino de Lisboa, echo nosostras tomando copas de vino hablando del futuro, echo nosotras en las clases de comunicación institucional, echo nosotras tomando sol en la plaza, echo nosotras en la chupi, echo nosotras indo de pinchos, echo nosotras de cañas al final de la tarde, echo nosotras mal diciendo la vida, echo nosotras...
Desde acá: bombón una vez en la vida, bombón hasta la muerte.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Here I go again!
Outra vez, tubo da TAC, silêncio, tecto de hospital, barulho, silêncio, barulho, silêncio. Outra vez, o meu corpo estendido na cama da TAC, esticadinho, imóvel, não se mexa senão temos que repetir, cabeça encaixada no suporte, barulho, silêncio, barulho, silêncio. Olhos focados no tecto do hospital. Jogo do galo. Cruz, bola, cruz, bola, cruz - ganhei. Temos mesmo que tirar os brincos, desculpe. Tiro os brincos, está a ver como tinha razão? eu bem lhe disse que era melhor tirar os brincos. Dez brincos. Mas porque é que eu tenho tantos furos? Ah, só tem que tirar os primeiros, os outros deixe estar. Barulho, silêncio, barulho, silêncio, jogo do galo, anjinhos por favor acudam-me mais uma vez; já está! pode ir vestir-se.
Zarpo dali o mais rápido que consigo, não quero que o cheiro do hospital se entrenhe em mim mais uma vez, não quero sequer ponderar ficar ali mais que o estritamente necessário.
Tenho a estranha sensação de ter deixado o último jogo a meio.
Cruz, bola, cruz, bola...
Zarpo dali o mais rápido que consigo, não quero que o cheiro do hospital se entrenhe em mim mais uma vez, não quero sequer ponderar ficar ali mais que o estritamente necessário.
Tenho a estranha sensação de ter deixado o último jogo a meio.
Cruz, bola, cruz, bola...
quinta-feira, 24 de março de 2011
UM ANO!
UM ANO SEM COLARES, SEM FERROS, SEM COISAS E CENAS E COISAS NO MEU PESCOÇO.
FAZ HOJE UM ANO QUE TIREI TODO O TIPO DE ARTEFACTOS DE CIMA.
VENHAM MAIS 100!!!
UM ANO.
E pensar que ainda ontem estava a festejar o fora de perigo.
Sinto outra vez a electricidade debaixo da pele, o mundo é meu. Só meu. Esta noite o mundo é meu.
Todo meu.
FAZ HOJE UM ANO QUE TIREI TODO O TIPO DE ARTEFACTOS DE CIMA.
VENHAM MAIS 100!!!
UM ANO.
E pensar que ainda ontem estava a festejar o fora de perigo.
Sinto outra vez a electricidade debaixo da pele, o mundo é meu. Só meu. Esta noite o mundo é meu.
Todo meu.
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Amarelo: pi pi pi pi pi pi
Sabem para que é que servem os cartões amarelos?!
A-VI-SO.
Só que eu não estou habituada a recebê-los e hoje, quando levei com ele, senti o meu mundo o fugir-me por entre os dedos, e o ar a ficar pesado, e as lágrimas a escorrerem pela cara e chorei. Assim que saí do Egas chorei. E não tenho que ter vergonha por ter chorado. Até vos posso dizer que chorei do Egas ao comboio, debaixo dos óculos de sol.
Ainda que não seja nada demais, os cartões amarelos vêem deitar-me a língua de fora, fazer pirraça e dizer-me que ainda, sempre o ainda, não estou boa! Para a semana dia de TAC, com referência para especial atenção às parastesias das mãos. Não gosto do especial atenção que vem na requisição. Não gosto. É assim como iscas, não gosto, não gosto e não gosto - e também não quero aprender a gostar.
Tudo a cruzar o dedinho indicador com o do meio e a torcer para que esteja tudo bem com este pescocinho, sim?
Maria Amarelo Paciência do Pescoço
A-VI-SO.
Só que eu não estou habituada a recebê-los e hoje, quando levei com ele, senti o meu mundo o fugir-me por entre os dedos, e o ar a ficar pesado, e as lágrimas a escorrerem pela cara e chorei. Assim que saí do Egas chorei. E não tenho que ter vergonha por ter chorado. Até vos posso dizer que chorei do Egas ao comboio, debaixo dos óculos de sol.
Ainda que não seja nada demais, os cartões amarelos vêem deitar-me a língua de fora, fazer pirraça e dizer-me que ainda, sempre o ainda, não estou boa! Para a semana dia de TAC, com referência para especial atenção às parastesias das mãos. Não gosto do especial atenção que vem na requisição. Não gosto. É assim como iscas, não gosto, não gosto e não gosto - e também não quero aprender a gostar.
Tudo a cruzar o dedinho indicador com o do meio e a torcer para que esteja tudo bem com este pescocinho, sim?
Maria Amarelo Paciência do Pescoço
Subscrever:
Mensagens (Atom)
